terça-feira, 5 de agosto de 2014

PARTE_1_OBJETO_DE_APRENDIZAGEM_MATEMATICA_FINANCEIRA_NO_EXCEL MARCIO PETERS

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ROTEIRO – MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL

ROTEIRO – MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL
Olá pessoal, meu nome é Marcio Peters este trabalho “MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL” é parte integrante da disciplina Informática no Ensino da Matemática II no curso de pós graduação NTEM – LANTE Novas tecnologias e Educação Matemática pela UFF sob orientação do Tutor Alex Gomes da Silva.
Irei falar para vocês sobre o “Objeto de Aprendizagem: Matemática Financeira no Excel”
ABRINDO E EXCEL
Ao abrirmos o Excel aparecerá a PASTA 1 Microsoft Excel, porém o mesmo pode ser apresentado por meio do OpenOffice Calc que é um software gratuito.
O objetivo deste trabalho é trabalharmos tabelas e cálculo de matemática financeira com o auxílio do Excel.
Para isto, veremos uma breve introdução sobre planilhas no Excel:
A planilha eletrônica é um conjunto de colunas e linhas, cuja intersecção denominamos células. Cada célula possui um endereço único ou referência. Por exemplo, a referência da célula da coluna A com a linha 1 é A1. O Excel possui 256 colunas identificadas por letras de A até IV, e 65.536 linhas.
Cada pasta pode conter 255 planilhas, que podem diferir uma das outras, ou seja, em uma pasta de trabalho, podem existir várias planilhas com dados diferentes.
Inicialmente, a proposta é trabalharmos matemática financeira no Excel por meio de situação problema do cotidiano.
Na célula A1 “Objeto de Aprendizagem: Matemática Financeira no Excel”
A2 situação problema 1
João Aplicou R$ 5000,00 a juros simples de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
As soluções destas questões estão apresentadas na imagem abaixo:



Na célula A5 digite VP = capital, em A6 i = Taxa de juros =, em A8 J=juros. Em seguida insira os dados do problema; em B5 digite 5000,00, em B6 0,9, em B7 1 e em B8 a fórmula = capital*taxa*tempo. O Excel as vezes faz o arredondamento de valores como por exemplo aconteceu em B6 onde foi digitado 0,9% e foi arredondado para 1%, para sanar este tipo de problema usaremos a ferramenta “ aumentar casas decimais”. Observe que ao inserirmos a fórmula o sinal “=” é a primeira coisa que devemos digitar quando você quer que o Excel faça o cálculo em uma determinada célula e mostre o resultado da mesma. Observe ainda, que em B8 temos a fórmula =B5*B6*B7, isto é, são as células referências para os respectivos valores aos quais queremos inserir na fórmula para resolução do problema.
Ao inserirmos uma fórmula cujos cálculos dependa de um valor digitado em outra célula e ao modificarmos este valor como por exemplo em B5, onde o valor é R$ 5000,00, se modificarmos para um valor qualquer digitando R$ 8000,00 teremos um novo valor imediatamente para B8.
Resolvendo a letra b); em A11 digitaremos VP = capital e assim sucessivamente conforme e a), em B11 5000, vamos configurar para moeda clicando na ferramenta “moeda”, em B 12 a taxa de juros 0,9 e configurando para porcentagem clicando na ferramenta “estilo de porcentagem” para o período 1 ano que são 12 meses então, digitaremos em B13 12 e em B14 a fórmula =B11*B12*B13 que são as referências dos valores que queremos conforme o problema. Ao darmos “enter” teremos o valor dos juros calculados imediatamente.
De modo análogo vamos resolver a letra c), porém foi pedido o valor final VF= Montante , assim na célula B21 digitaremos = B17+B20 onde aparecerá a resposta do problema em questão.
Podemos ainda renomear uma planilha dando clique duplo sobre o nome da planilha “Plan1” e digitar o nome PROBLEMA 1.
Na “Plan2” teremos a situação problema 2;

João Aplicou R$ 5000,00 a juros compostos de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
De modo análogo à situação problema 1 e resolução, iremos proceder para resolução desta, porém neste caso teremos a fórmula de juros compostos isto é, em B8 devemos digitar =B5*(1+B6)^B7. Daí, os juros serão calculados em B9 ao digitarmos a fórmula =B8-B5 que são os valores do capital e montante respectivamente.
Para resolução da letra b), faremos de igual modo, conforme os valores de referência e endereço das células ao qual estão inseridos.
De modo semelhante resolveremos a letra c) inserindo a fórmula do VF em B22 que é =B19*(1+B20)^B21.
Agora faremos uma comparação entre os problemas 1 e 2;
d) Qual a diferença observada entre juros simples e juros compostos?
Os juros simples crescem em progressão aritmética, pois não são capitalizados para o cálculo dos juros para o período subsequente.
Os juros compostos crescem em progressão geométrica, pois os juros são capitalizados para o cálculo do rendimento para o período subsequente.
Vamos construir um gráfico de cada situação problema para compará-las.

Abriremos um nova planilha para construção dos mesmos. A partir de uma tabela já pré-pronta, onde iremos inserir as colunas dos rendimentos (juros) para cada mês correspondente na coluna período. Digite em C10 = B$4*B$5*A10 dá enter. Clique sobre a célula C10 para selecioná-la, em seguida, posicione o cursor no canto inferior do retângulo clique e arraste até a última linha do período considerado, no caso C21, daí teremos o juro calculado para cada período n.
Para o cálculo do montante(M) em B10 digite = B$4 + C10 enter, em seguida clique sobre a célula B10, posicione o cursor sobre o canto inferior do retângulo clique e arraste até B21, deste modo, os valores correspondentes ao montante a cada período aparecerá como resultado na coluna em questão. Agora, Vamos ocultar a coluna C, para isto clique sobre o nome da coluna para selecioná-la e clique com botão direito do mouse depois em “ocultar”.
Para o cálculo do montante nos juros compostos na tabela em questão clique em J9 digite = j4*(1+j5)^I10.
Estamos calculando o montante para juros compostos onde J4 é a célula correspondente ao capital, J5 taxa de juros e I10 o período em questão. Para o período subsequente o montante dependerá do valor do montante aplicado, isto é para o período 2 o montante dependerá do capital que neste caso será o montante do período 1, ou seja o valor correspondente à célula J10, então em J11 digitaremos =J10*(1+J$5)^I11 dê enter, depois selecione J11 clique no canto inferior e arraste até J21 e automaticamente será calculado os montantes para cada período correspondente.
A partir desses dados vamos construir os gráficos que representa as funções período (n)Xmontante(M):
Selecione clicando sobre A10 e arraste até B21 que são as células que possuem os valores de referência (período e montante) para plotarmos o gráfico referente aos juros simples. Em seguida, clique em inserir escolha o modelo de gráfico “linhas” clique em “todos os tipos”  depois “(Dispersão)” “dispersão com linhas suaves” escolhido o gráfico clique em OK e pronto o nosso gráfico será construído pelo programa. Nós temos um gráfico onde podemos constatar um função afim.
Em seguida, selecionando os valores correspondentes a juros compostos (período e montante) de I10 até J21 e seguindo os passos anteriormente relatados construiremos o gráfico. Neste caso podemos constatar que a curva é uma exponencial.
Vamos posicioná-los um ao lado do outro para fazermos uma comparação entre os mesmos.




Referências:
Santoro, Fernando & Vinicius, Marcus: Matemática Financeira Básica com o uso do Excel; Rio de Janeiro 04/05/2011. Disponível em http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A0474P0218.pdf (Acesso em 28 jun 2014 as 11:25 hs).
Links dos vídeos dos tutoriais;




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Resolução de problemas como estratégia metodológica para o ensino e a aprendizagem de Matemática.

Professores de Matemática da Escola Básica são capazes de reconhecer um problema genérico e, a partir dele, elaborar enunciados contextualizados, adaptados a seus alunos?

É papel do professor ajudar o aluno a perceber as relações entre o conhecimento escolar e o mundo, que podem parecer óbvias para quem já as conhece. No entanto, os currículos das escolas costumam ficar presos a uma organização linear de conteúdos e a uma seleção e seqüenciação “didática” de problemas que começam por aqueles de aplicação imediata de uma fórmula ou técnica e que precisam “dar certo”, coincidindo com modelos e padrões de resposta, com números que dispensam o uso de calculadoras.
Disponível em:
http://www.bienasbm.ufba.br/OF12.pdf

II Bienal da SBM

II Bienal da SBM
Conferências, Minicursos e oficinas.

OFICINA PROBLEMAS DE GEOMETRIA EM ANÁLISE COMBINATÓRIA

OFICINA PROBLEMAS DE GEOMETRIA EM ANÁLISE COMBINATÓRIA

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Resenha crítica: Mathias, Carlos Eduardo Motta. O Uso de Softwares de Geometria Dinâmica no Ensino de Números Complexos. Unidade 5. Universidade Aberta do Brasil. Curso de Especialização em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática.

Resenha crítica
Mathias, Carlos Eduardo Motta. O Uso de Softwares de Geometria Dinâmica no Ensino de Números Complexos. Unidade 5. Universidade Aberta do Brasil. Curso de Especialização em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática.
Credenciais do autor
Carlos Mathias é Doutor em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mesma instituição em que concluiu seu mestrado em 1989. Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Matemática Aplicada (GMA) da Universidade Federal Fluminense. Possui pesquisas nas áreas de Educação Matemática e Matemática Pura. Desenvolvedor do DRUMMATH, uma metodologia de ensino de Matemática para deficientes visuais. É professor pesquisador da Universidade Aberta do Brasil (UAB), coordenador operacional dos Cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu 'Novas Tecnologias no Ensino da Matemática' e 'Implementação e Gestão de EAD' (UFF/LANTE/UAB), avaliador externo do MEC/CAPES/UAB. Consultor do INEP/MEC: Capacitador dos Elaboradores e Revisores de Itens (ENEM/SAEB/ENCCEJA) na Interpretação de Escalas (SAEB/PROVA BRASIL, ENEM)... Fonte: Currículo Lattes.
Resumo da obra:
O uso de Software de Geometria Dinâmica no Ensino de Números Complexos, a princípio traz uma breve história fictícia de um aluno (João) que se nega à mecanização do sistema de ensino tradicional com suas críticas relacionadas diretamente à matemática e aos métodos de ensino de seu professor. A explanação do conteúdo números complexos feito pelo seu professor, lhe causa interesse e indagações que acalentam a aula para descobertas muito relevantes no universo dos números. Com esta história o autor retrata as escolhas feitas por nossos profissionais na área da matemática, que muitas vezes por conta do despreparo de muitos professores, da falta de tempo ou da falta de cuidado torna desinteressante o ensino aprendizagem da matemática. Em suma Mathias aborda os números complexos como meio concreto para a integração entre a álgebra e a geometria, com auxílio de recursos tecnológicos como papel quadriculado, geoplano e o Régua e Compasso (R.e.C) que serão úteis na proposta da construção de um novo conceito de número, frente a fragmentação conceitual existente no Ensino Médio propor novas diretrizes integradoras.
Mathias faz duras críticas ao movimento Matemática Moderna que surgiu de 1960-1970, sendo fortemente influenciado pela filosofia formalista, desenvolvida a partir dos trabalhos de Hilbert, no início do século XX. Várias discussões sobre o ensino da matemática intensificaram-se em nosso país e vários grupos de estudos foram formados, com ideias e métodos que perpetuavam a ausência de contextualizações. Esta ausência de contextualizações, ao dificultar a correlação de diversos assuntos, fragmentou a apresentação dos mesmos nos livros didáticos e reforçou a utilização da linguagem simbólica da Teoria dos Conjuntos e da Lógica, até mesmo na apresentação dos assuntos geométricos. Os livros das 7ª e 8ª séries do 1º Grau (hoje, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental) eram divididos em duas partes, a primeira destinada aos elementos de “álgebra” e a segunda, aos elementos de “geometria”. Sob o pretexto de melhor adequar a prática docente à apresentação dos livros didáticos, muitas escolas decidiram designar professores diferentes para trabalhar cada uma das duas partes, fato que ocorre até os dias de hoje. A maioria delas denominou os professores de álgebra de “professores de matemática” e, a partir desta cisão, a tragédia da “fragmentação descontextualizada e favoravelmente algébrica” alcançou o seu potencial máximo de destruição: os alunos passaram a ter professores de matemática e professores de geometria! Esta percepção defende, reforça e divulga, para os alunos, a visão de que a matemática é melhor representável pela postura algébrica do que pela postura geométrica. Esta separação tem gerado disparato dentro do contexto da matemática com prejuízos consideráveis ao ensino aprendizagem da matemática dentro do seu contexto. Vale ressaltar que a Álgebra Linear foi pensada de modo mais organizacional do que construtivo e promete um exemplo de postura prática, construtiva e integradora!
A abordagem dos números complexos e sua história remetem a análises de conceitos primários até dar uma maior ênfase sobre o assunto. João indaga sobre a expressão i² = -1, pois toda potência, cujo expoente é par, é positiva. Então, ocorre uma série de questionamentos no decorrer da aula, onde o professor faz suas colocações e define números complexos. Definição esta também encontrada em muitos livros didáticos que é muito criticada por Mathias pelas falhas conceituais na mesma. Para que o ensino de números complexos torne-se mais concretos, precisaremos buscar um novo conceito numérico, capaz de renovar a percepção que nossos alunos têm das práticas matemáticas cotidianas. O ideal é integrar os elementos simbólicos da álgebra com os fatos contextuais geométricos, abranger o universo dos processos de contagem e de medida e seria uma forma distinta da usual que é mostrada nas escolas através da cadeia de inclusões ou apresentação de diagramas dos conjuntos. O conjunto dos números reais também pode representar resultados em processos geométricos, os quais formariam o novo conceito dos números complexos, para então esta percepção se tornar envolvente e eficaz. Com a utilização de recursos tecnológicos como o geoplano, R.e.C ou de papel quadriculado a proposta do conceito de números complexos e suas operações que não são nada fáceis de serem abordadas em sala de aula possibilita ao aluno uma melhor forma de visualizar e verificar as suas correlações algébricas e geométricas. Atividade esta apresentada ao final da unidade com a proposta de se trabalhar o conceito de semelhança aliada ao ensino de números complexos atividade esta que requer planejamento para uma aula construtiva e integradora.
É fato que a separação da matemática em geometria, álgebra e outras conforme o Movimento Matemática Moderna propõe, não é tão eficiente quanto se esperava, pois cria-se uma expectativa em relação a qual das duas representaria melhor a matemática. A existência de “várias matemáticas” prejudica o processo ensino aprendizagem e com a proposta de integração entre geometria e álgebra pode favorecer a matemática tornando menos frustrante aos olhos dos alunos a abordagem dos conteúdos diante as expectativas dos mesmos. Contudo, é emergente a preparação com formação dos professores para a quebra de paradigmas e modelos prontos, sair da zona de conforto e buscar novas formas de abordagens dos conteúdos com a utilização de ferramentas tecnológicas, esta proposta provavelmente será louvável e passível de sucesso.
Experiência em sala de aula com números complexos;
Enquanto estudante do ensino médio infelizmente não tive a oportunidade de ver o conteúdo números complexos já durante a graduação pude estudar a mesma numa disciplina chamada matemática básica I juntamente com o auxílio do livro “MATEMÁTICA POR ASSUNTO, vol. 8 – Nilson J. Machado, Editora Scipione”. Como professor, nas poucas vezes que tive a oportunidade de lecionar para turmas do último ano do Ensino Médio e trabalhei o conteúdo números complexos tenho notado interesse e expectativas boas por parte dos alunos em relação ao aprendizado deste conteúdo, talvez isso se dê pelo fato do professor em séries anteriores ter proposto exercícios cuja solução se dá por fim numa raiz quadrado de número negativo ou algo neste sentido e a impossibilidade de resolução nos números reais. Enfim, esta expectativa boa desperta nos alunos o interesse pelo conteúdo, e se nós professores não mantivermos este sentimento dando sentido ao conteúdo com exemplos concretos e cotidianos com a utilização de meios e/ou ferramentas para este fim esta se esvai e é isto que acontece em muitos dos casos em relação ao ensino aprendizagem de nossos alunos. Manter vivo este sentimento de busca por algo novo e interessante dentre do universo da matemática é que torna a aula interessante aos olhos dos nossos alunos.

Marcio Peters, pós graduando em Novas Tecnologias e Educação Matemática na Universidade Federal Fluminense – RJ.