UNIVERSIDADE
FEDERAL FLUMINENSE
LANTE
– Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino
NTEM
– Novas Tecnologias no Ensino da Matemática
TÓPICOS
EM ARITMÉTICA, ÁLGEBRA E GEOMETRIA PARA O ENSINO MÉDIO - TAAGEM
Uso
de tecnologias de informação e de comunicação no Ensino da Matemática
Elielma
dos Santos Fernandes
Maelle
da Costa Garcia Souza
Marcio
Peters
Pedro Jacintho da Silva
ITAPERUNA/RJ
2014
1.
CABEÇALHO
Instituição:
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Curso:
PÓS-GRADUAÇÃO - NTEM - Novas Tecnologias no Ensino da Matemática - LANTE -
Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino
Disciplina:
Tópicos em Aritmética, Álgebra e Geometria para o Ensino Médio - TAAGEM
Professor
Tutor a Distância: Luciano Aparecido Magrini
Alunos: Elielma dos Santos Fernandes, Maelle da Costa
Garcia Souza, Marcio Peters e Pedro Jacintho da Silva
Pólo:
Itaperuna/RJ
Grupo:
2
2.
INTRODUÇÃO
Será
abordado neste trabalho o uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação
(TICs) na educação, uma realidade inadiável, pois tem a ver com processos
potencializadores de produtividade e dinâmica no ensino. Discutir, se é correto
ou não, intensificar o uso destas ferramentas na educação, é tão sem sentido
hoje, assim como discutir se o agricultor deve ou não, usar o arado ao invés da enxada na lavoura.
No entanto, é inadiável sim, uma organização curricular que abranja estas novas
ferramentas, de modo que todos os envolvidos nos processos educativos tenham
capacitação para seu uso, seja o professor na aplicação, seja o pedagogo na sua
orientação pedagógica, seja os governos na disponibilização destes recursos.
Contudo,
é importante entender que a informática não deve ser vista como um novo
paradigma do conhecimento, mas como uma ferramenta para dinamizar a busca por
ele. Ou seja, saber manipular processos de mídia eletrônica não é sinônimo de
conhecimento, a não ser naquela área especifica da ciência da computação.
Voltando
ao agricultor que usa a enxada, este sabe o que plantar, onde e como. No
entanto, se souber manipular uma máquina com o conhecimento que tem, produzirá
em terras mais vastas, mas não só isso, pois, além de produzir mais, seu corpo
penalizará menos ao calor do sol. Enfim, uma alusão a um modo mais leve a
prazeroso de se ensinar e aprender. Veja o que diz Borba (2002):
Eu gosto de pensar que
a informática não melhora e nem piora o ensino, ela transforma o ensino e
transforma a aprendizagem e ela transforma a forma como as pessoas produzem
conhecimento [...] A gente vê que a utilização da informática possibilita que
argumentos visuais sejam utilizados com muito mais frequência, porque é uma
característica da mídia informática.
Os
autores cada vez mais estão introduzindo no argumento pedagógico da
aprendizagem a contextualidade, com o intuito de dar mais significado à
metodologia do ensino. Nesse sentido, a informática já é algo inerente ao
cotidiano, e, como tal, deve fazer parte da prática educativa. Um dos fatores
mais importantes para a aprendizagem é a curiosidade; com a qual, a vontade de
aprender é maior e pode-se dizer sem sombra de dúvida, que este é um dos
maiores problemas da educação neste país. A solução é a associação entre a
demonstração de conceitos matemáticos algébricos e sua visualização quase que
instantânea, possibilitando mais descrições. O aluno perceberá, com este
recurso, que aquela sua ideia de inaplicabilidade do abstrato, que aprende, não
é verdadeira, pois está vendo ao vivo e a cores os conceitos e aplicações
simuladas virtualmente. Um grande ganho da nossa contemporaneidade para o
processo de ensino-aprendizagem.
2.1. OBJETIVOS
●
Estimular o uso de tecnologias de
informação e de comunicação no ensino da matemática;
●
Conscientizar os professores da
importância das TICs para a evolução da educação, em especial a matemática
focada no estudo da Trigonometria;
●
Incentivar a utilização de softwares
matemáticos para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.
2.2.
JUSTIFICATIVA
Este
trabalho se justifica pela importância de se conhecer e utilizar no
desenvolvimento dos conteúdos da Matemática as Tecnologias de Informação e de
Comunicação, as quais são inseridas na realidade da educação, especificamente a
da matemática e das novas e variadas tecnologias disponíveis, que podem
auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Ainda, a possibilidade de tornar
mais prazeroso para os alunos, a abstração de conteúdos, ao demonstrar que a
matemática não é o bicho de sete cabeças que é muitas vezes pintado por aí, até
mesmo para alguns professores.
3.
DESENVOLVIMENTO
Diante
da atual situação da educação, as tecnologias de informação e de comunicação
(TICs) se apresentam como uma forma inovadora capaz de auxiliar no processo de
ensino-aprendizagem, contribuindo para que ele se desenvolva de uma forma mais
dinâmica e motivadora para os alunos que vivem na Era da Informática e que anseiam
por novidades a todo o momento.
Esses
recursos tecnológicos possuem muitas possibilidades para serem desenvolvidas
pelo professor, como por exemplo: a formulação de conjecturas e a visualização
e simulação de problemas através de softwares matemáticos, o que possibilita
que os alunos percebam que a matemática possui sim aplicação.
Para
o professor fazer uso das novas tecnologias é necessário que haja conscientização/sensibilização de sua
importância para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, em
especial da matemática. E, para isso, é necessário que ele busque se capacitar
para que seja capaz de utilizar as ferramentas disponíveis em sua escola, pois,
muitas já possuem alguns recursos como: laboratórios de informática, datashow,
televisão, dvd, entre outros.
Corroborando
com o que foi dito acima, nos posicionamos no sentido de que é inadmissível uma
escola estar equipada tecnologicamente e o professor não fazer uso das
ferramentas tecnológicas disponíveis, por achar que não seja necessário, ou por
não saber manuseá-las. Neste sentido Amaral e outros (2009) afirmam que:
O
educador para atingir os seus objetivos necessita de uma ferramenta de
complementação e aperfeiçoamento na sala de aula que são as TIC (agregar valor
ao processo ensino-aprendizagem). O bom ou mau uso das TIC depende dos
conhecimentos, habilidades e atitudes do educador sobre elas.
Assim,
há diversas possibilidades que podem ser desenvolvidas com a utilização das tecnologias
de informação e de comunicação, pois elas são capazes de propiciar novas
experiências e estimular os discentes no estudo da matemática. Contudo, a
matemática que é vista pelos alunos com certo receio, passará a ser vista e
trabalhada de modo mais atrativo e com muito mais produtividade e eficácia no
ensino-aprendizagem dos nossos alunos. A
realidade desta nova formulação curricular que absorva as TICs não só é viável
do ponto de vista da eficiência na aprendizagem com é visto como uma forma de
inclusão social, veja o que diz Borba e
Penteado (2001).
O
acesso à informática na educação deve ser visto não apenas como um direito, mas
como parte de um projeto coletivo que prevê a democratização de acessos a
tecnologias desenvolvidas por essa mesma
sociedade. É dessas duas formas que a informática na educação deve ser
justificada: alfabetização tecnológica e direito ao acesso.
É importante ter em mente que a atuação
do professor neste processo de aprendizagem
não deve se resumir à passar
informações como num processo meramente de adestramento do aluno, pois
isso o próprio computador pode ser até mais eficiente. O professor deve assumir
a mediação das interações entre os envolvidos, professor-aluno-computador. De
modo que o aluno deixe de ser apenas um receptor, para ser elemento ativo no
processo de busca do conhecimento, assumindo um papel mais relevante e
responsável pela pesquisa, usando o computador como uma ferramenta
potencializadora para a adição de novos conhecimentos.
4.
APLICAÇÕES
Com
o desenvolvimento e difusão das novas tecnologias da informação e comunicação,
o professor ganha a seu favor um grande leque de opções metodológicas, como
formas de abordagens de conteúdos, organização de seus trabalhos, e ainda,
dinamismo na comunicação com os alunos. Essas ferramentas têm dado
possibilidades a aplicações práticas, as quais facilitam o entendimento do
educando, pelo fato de haver interação de aprendizagem entre as mesmas e àquele
que se serve delas, ou seja, os aprendizes alunos.
Os
softwares matemáticos dão muitas opções e aplicações práticas onde o professor
tem a possibilidade de trabalhar interações dinâmicas com os alunos utilizando
por exemplo o Geogebra para tratar de temas ligados a Trigonometria, conforme
os exemplos de aplicações dados nos anexos A e B.
5. CONCLUSÃO
A
perspectiva que se tem das TICs não é, necessariamente, de um novo paradigma
no ensino de matemática, uma vez que os conceitos são os mesmos. No entanto,
tem-se em mãos uma nova dinâmica na forma de ensinar, de modo que, avançando-se
em produtividade, educadores e docentes de Matemática, tem um maior tempo para
um melhor aprofundamento dos temas desenvolvidos nas aulas, diversificando
atividades, ampliando as descrições com um adicional motivador e encantador,
que é a imagem e a simulação, onde aquela percepção incômoda e estática do
aluno de não ver o sentido prático do desenvolvimento puro da abstração
algébrica, tornar-se-á nula pelo fator visão/virtual da aplicabilidade das
TICs.
A
tecnologia cada vez mais ocupa espaço nos meios educacionais, mas isso não
basta, uma vez que precisa ser adaptada de um modo mais organizado no currículo
pedagógico, de forma que, assim como os livros que seguem uma orientação
cronológica de tempo e de assunto, deve-se ter também, o quê e quando se
utilizar destas ferramentas, até mesmo como forma de incentivar criações
voltadas para este fim, ou seja, num primeiro momento adapta-se o currículo às
TICs, para que, num segundo momento se tenha as TICs se adaptando ao currículo.
Tendo
em vista as colocações acima, prima-se pelo grau de relevância e importância
que é a utilização nos meios educacionais de currículos formulados de desafios
e orientados pelas TICs. Porém, é primordial que o professor, cada vez mais, se
prepare, recicle seus conhecimentos profissionais e perceba que o sucesso do
ensino-aprendizagem prescinde de toda uma dedicação e entrega consciente, no
trabalho árduo, mas compensador, de ser docente de Matemática e especificamente
de poder colaborar para um melhor aprendizado no ensino da Matemática e em
especial a Geometria e a Trigonometria, tendo-se como opção, a utilização das
Tecnologias de Informação e de Comunicação e a utilização do softwares de
Geometria Dinâmica, como o Geogebra.
6. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS.
AMARAL, L. H. et
al.. O Uso das Tecnologias de
Informação e Comunicação no Ensino de Ciências e Matemática: uma benção ou
um problema? In. Encontro
Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Florianópolis, 2009.
Acesso em: 10/08/2014.
BORBA, M. C.; PENTEADO,
M. G. Informática e Educação Matemática. Coleção Tendências em Educação
Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
BORBA. M. C. Coletivos
seres-humanos-com-mídias e a produção de Matemática. I Simpósio Brasileiro
de Psicologia da Educação Matemática 2002.
CARVALHO,
M. G. de. A Proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino da
Matemática nas Séries Iniciais e o Papel do Professor. 2012.
Acesso
em: 12/08/2014 às 11h.
Souza,
Anderson. Relações métricas no triângulo
retângulo com auxílio do software GeoGebra. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=cxq3uw5bJw8
> Acesso em: 17 de Agosto 2014.
7. ANEXOS
Anexo
A - Construção das curvas Seno e Cosseno
Anexo
B - Relações métricas no triângulo retângulo





