quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uso de tecnologias de informação e de comunicação no Ensino da Matemática


UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
LANTE – Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino
NTEM – Novas Tecnologias no Ensino da Matemática





TÓPICOS EM ARITMÉTICA, ÁLGEBRA E GEOMETRIA PARA O ENSINO MÉDIO - TAAGEM






Uso de tecnologias de informação e de comunicação no Ensino da Matemática











Elielma dos Santos Fernandes
Maelle da Costa Garcia Souza
Marcio Peters
 Pedro Jacintho da Silva








ITAPERUNA/RJ
2014
1. CABEÇALHO

Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Curso: PÓS-GRADUAÇÃO - NTEM - Novas Tecnologias no Ensino da Matemática - LANTE - Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino
Disciplina: Tópicos em Aritmética, Álgebra e Geometria para o Ensino Médio - TAAGEM
Professor Tutor a Distância: Luciano Aparecido Magrini
Alunos:  Elielma dos Santos Fernandes, Maelle da Costa Garcia Souza, Marcio Peters e Pedro Jacintho da Silva
Pólo: Itaperuna/RJ
Grupo: 2























2. INTRODUÇÃO

Será abordado neste trabalho o uso das Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs) na educação, uma realidade inadiável, pois tem a ver com processos potencializadores de produtividade e dinâmica no ensino. Discutir, se é correto ou não, intensificar o uso destas ferramentas na educação, é tão sem sentido hoje, assim como discutir se o agricultor deve ou não,  usar o arado ao invés da enxada na lavoura. No entanto, é inadiável sim, uma organização curricular que abranja estas novas ferramentas, de modo que todos os envolvidos nos processos educativos tenham capacitação para seu uso, seja o professor na aplicação, seja o pedagogo na sua orientação pedagógica, seja os governos na disponibilização destes recursos.
Contudo, é importante entender que a informática não deve ser vista como um novo paradigma do conhecimento, mas como uma ferramenta para dinamizar a busca por ele. Ou seja, saber manipular processos de mídia eletrônica não é sinônimo de conhecimento, a não ser naquela área especifica da ciência da computação.
Voltando ao agricultor que usa a enxada, este sabe o que plantar, onde e como. No entanto, se souber manipular uma máquina com o conhecimento que tem, produzirá em terras mais vastas, mas não só isso, pois, além de produzir mais, seu corpo penalizará menos ao calor do sol. Enfim, uma alusão a um modo mais leve a prazeroso de se ensinar e aprender. Veja o que diz Borba (2002):

     Eu gosto de pensar que a informática não melhora e nem piora o ensino, ela transforma o ensino e transforma a aprendizagem e ela transforma a forma como as pessoas produzem conhecimento [...] A gente vê que a utilização da informática possibilita que argumentos visuais sejam utilizados com muito mais frequência, porque é uma característica da mídia informática.

Os autores cada vez mais estão introduzindo no argumento pedagógico da aprendizagem a contextualidade, com o intuito de dar mais significado à metodologia do ensino. Nesse sentido, a informática já é algo inerente ao cotidiano, e, como tal, deve fazer parte da prática educativa. Um dos fatores mais importantes para a aprendizagem é a curiosidade; com a qual, a vontade de aprender é maior e pode-se dizer sem sombra de dúvida, que este é um dos maiores problemas da educação neste país. A solução é a associação entre a demonstração de conceitos matemáticos algébricos e sua visualização quase que instantânea, possibilitando mais descrições. O aluno perceberá, com este recurso, que aquela sua ideia de inaplicabilidade do abstrato, que aprende, não é verdadeira, pois está vendo ao vivo e a cores os conceitos e aplicações simuladas virtualmente. Um grande ganho da nossa contemporaneidade para o processo de ensino-aprendizagem.

2.1. OBJETIVOS

              Estimular o uso de tecnologias de informação e de comunicação no ensino da matemática;
              Conscientizar os professores da importância das TICs para a evolução da educação, em especial a matemática focada no estudo da Trigonometria;
              Incentivar a utilização de softwares matemáticos para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.

2.2. JUSTIFICATIVA

Este trabalho se justifica pela importância de se conhecer e utilizar no desenvolvimento dos conteúdos da Matemática as Tecnologias de Informação e de Comunicação, as quais são inseridas na realidade da educação, especificamente a da matemática e das novas e variadas tecnologias disponíveis, que podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Ainda, a possibilidade de tornar mais prazeroso para os alunos, a abstração de conteúdos, ao demonstrar que a matemática não é o bicho de sete cabeças que é muitas vezes pintado por aí, até mesmo para alguns professores.

3. DESENVOLVIMENTO

Diante da atual situação da educação, as tecnologias de informação e de comunicação (TICs) se apresentam como uma forma inovadora capaz de auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para que ele se desenvolva de uma forma mais dinâmica e motivadora para os alunos que vivem na Era da Informática e que anseiam por novidades a todo o momento.
Esses recursos tecnológicos possuem muitas possibilidades para serem desenvolvidas pelo professor, como por exemplo: a formulação de conjecturas e a visualização e simulação de problemas através de softwares matemáticos, o que possibilita que os alunos percebam que a matemática possui sim aplicação.
Para o professor fazer uso das novas tecnologias é necessário que  haja conscientização/sensibilização de sua importância para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, em especial da matemática. E, para isso, é necessário que ele busque se capacitar para que seja capaz de utilizar as ferramentas disponíveis em sua escola, pois, muitas já possuem alguns recursos como: laboratórios de informática, datashow, televisão, dvd, entre outros.
Corroborando com o que foi dito acima, nos posicionamos no sentido de que é inadmissível uma escola estar equipada tecnologicamente e o professor não fazer uso das ferramentas tecnológicas disponíveis, por achar que não seja necessário, ou por não saber manuseá-las. Neste sentido Amaral e outros (2009) afirmam que:

O educador para atingir os seus objetivos necessita de uma ferramenta de complementação e aperfeiçoamento na sala de aula que são as TIC (agregar valor ao processo ensino-aprendizagem). O bom ou mau uso das TIC depende dos conhecimentos, habilidades e atitudes do educador sobre elas.

Assim, há diversas possibilidades que podem ser desenvolvidas com a utilização das tecnologias de informação e de comunicação, pois elas são capazes de propiciar novas experiências e estimular os discentes no estudo da matemática. Contudo, a matemática que é vista pelos alunos com certo receio, passará a ser vista e trabalhada de modo mais atrativo e com muito mais produtividade e eficácia no ensino-aprendizagem dos nossos alunos.  A realidade desta nova formulação curricular que absorva as TICs não só é viável do ponto de vista da eficiência na aprendizagem com é visto como uma forma de inclusão social, veja o que diz Borba e  Penteado  (2001).

O acesso à informática na educação deve ser visto não apenas como um direito, mas como parte de um projeto coletivo que prevê a democratização de acessos a tecnologias desenvolvidas por essa  mesma sociedade. É dessas duas formas que a informática na educação deve ser justificada: alfabetização tecnológica e direito ao acesso.

É importante ter em mente que a atuação do professor neste processo de aprendizagem  não deve se resumir à passar  informações como num processo meramente de adestramento do aluno, pois isso o próprio computador pode ser até mais eficiente. O professor deve assumir a mediação das interações entre os envolvidos, professor-aluno-computador. De modo que o aluno deixe de ser apenas um receptor, para ser elemento ativo no processo de busca do conhecimento, assumindo um papel mais relevante e responsável pela pesquisa, usando o computador como uma ferramenta potencializadora para a adição de novos conhecimentos.

4. APLICAÇÕES

Com o desenvolvimento e difusão das novas tecnologias da informação e comunicação, o professor ganha a seu favor um grande leque de opções metodológicas, como formas de abordagens de conteúdos, organização de seus trabalhos, e ainda, dinamismo na comunicação com os alunos. Essas ferramentas têm dado possibilidades a aplicações práticas, as quais facilitam o entendimento do educando, pelo fato de haver interação de aprendizagem entre as mesmas e àquele que se serve delas, ou seja, os aprendizes alunos.
Os softwares matemáticos dão muitas opções e aplicações práticas onde o professor tem a possibilidade de trabalhar interações dinâmicas com os alunos utilizando por exemplo o Geogebra para tratar de temas ligados a Trigonometria, conforme os exemplos de aplicações dados nos anexos A e B.

5. CONCLUSÃO

A perspectiva que se tem das  TICs  não é, necessariamente, de um novo paradigma no ensino de matemática, uma vez que os conceitos são os mesmos. No entanto, tem-se em mãos uma nova dinâmica na forma de ensinar, de modo que, avançando-se em produtividade, educadores e docentes de Matemática, tem um maior tempo para um melhor aprofundamento dos temas desenvolvidos nas aulas, diversificando atividades, ampliando as descrições com um adicional motivador e encantador, que é a imagem e a simulação, onde aquela percepção incômoda e estática do aluno de não ver o sentido prático do desenvolvimento puro da abstração algébrica, tornar-se-á nula pelo fator visão/virtual da aplicabilidade das TICs.
A tecnologia cada vez mais ocupa espaço nos meios educacionais, mas isso não basta, uma vez que precisa ser adaptada de um modo mais organizado no currículo pedagógico, de forma que, assim como os livros que seguem uma orientação cronológica de tempo e de assunto, deve-se ter também, o quê e quando se utilizar destas ferramentas, até mesmo como forma de incentivar criações voltadas para este fim, ou seja, num primeiro momento adapta-se o currículo às TICs, para que, num segundo momento se tenha as TICs se adaptando ao currículo.
Tendo em vista as colocações acima, prima-se pelo grau de relevância e importância que é a utilização nos meios educacionais de currículos formulados de desafios e orientados pelas TICs. Porém, é primordial que o professor, cada vez mais, se prepare, recicle seus conhecimentos profissionais e perceba que o sucesso do ensino-aprendizagem prescinde de toda uma dedicação e entrega consciente, no trabalho árduo, mas compensador, de ser docente de Matemática e especificamente de poder colaborar para um melhor aprendizado no ensino da Matemática e em especial a Geometria e a Trigonometria, tendo-se como opção, a utilização das Tecnologias de Informação e de Comunicação e a utilização do softwares de Geometria Dinâmica, como o Geogebra.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

AMARAL, L. H. et al..  O Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino de Ciências e Matemática: uma benção ou um problema?  In. Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Florianópolis, 2009.
Acesso em: 10/08/2014.

BORBA, M. C.; PENTEADO, M. G. Informática e Educação Matemática. Coleção Tendências em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

BORBA. M. C. Coletivos seres-humanos-com-mídias e a produção de Matemática. I Simpósio Brasileiro de Psicologia da Educação Matemática 2002.

CARVALHO, M. G. de. A Proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino da Matemática nas Séries Iniciais e o Papel do Professor. 2012.
Acesso em: 12/08/2014 às 11h.

Souza, Anderson. Relações métricas no triângulo retângulo com auxílio do software GeoGebra. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=cxq3uw5bJw8 > Acesso em: 17 de Agosto 2014.



7. ANEXOS
  

Anexo A - Construção das curvas Seno e Cosseno


Anexo B - Relações métricas no triângulo retângulo


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Qual o uso adequado dos computadores no Ensino da Matemática?

Argumentando sobre o uso dos computadores no ensino presencial e no ensino a distância. Qual o uso adequado dos computadores no Ensino da Matemática?

A utilização de tecnologias da informação e comunicação tem proporcionado a professores, tutores e especialistas em educação novas formas de interagir com seus alunos. Devido a velocidade do avanço e da necessidade de uma nova visão por parte dos professores, em relação a utilização das mesmas, necessita-se de mais e melhores formas de capacitação, ou formação continuada dos profissionais da educação nesse sentido, pois, a graduação em licenciatura nem sempre é suficiente para preparar o profissional para o exercício da profissão. O uso adequado do computador no ensino da matemática é objeto de pesquisa de todos nós, pois acredito que ainda não está definido uma melhor forma de se utilizar esta tão importante ferramenta, devido as suas múltiplas qualidades e influencias que exerce junto ao ensino aprendizagem. Todos estamos experimentando novas formas de socialização, de fazer compras, de nos divertirmos e até de trabalhar com a disseminação das novas ferramentas tecnológicas. Estas diversas novidades afetam um número cada vez maior de aspectos da vida profissional e cotidiana. Contudo, existe preocupações com relação à velocidade com que as informações estão sendo processadas pelos usuários das mesmas. Como Albert Einstein dizia "Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas".

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Guia do professor: Matemática Financeira no Excel

Guia do professor: Matemática Financeira no Excel
 Introdução
Caro professor,
O ensino da matemática sempre requer novos inventos, novas formas de despertar no educando o interesse instigar o raciocínio lógico e dedutivo estreitando os laços entre os mesmos. As novas tecnologias, em especial o Excel, tem proporcionado novas formas e novas opções na quebra de paradigmas em relação ao ensino aprendizagem da matemática financeira. Os OAs (Objetos de Aprendizagens) trazem ao professor diversas formas de o auxiliar com conteúdos que muitas vezes são considerados difíceis pelos alunos e que podem ser facilmente facilitado por meio da aplicação dos OAs.
Objetivos
A matemática, de forma geral, ajuda a estruturar o pensamento e o raciocínio dedutivo, contribuindo para o desenvolvimento de processos cognitivos e a aquisição de atitudes. A matemática deve ser vista como um conjunto de ferramentas e estratégias para serem aplicadas nas situações do cotidiano, bem como na atividade profissional. É preciso compreender a matemática como um sistema de códigos e regras que a tornam uma linguagem de comunicação de idéias, permitindo, ao indivíduo, interpretar e modificar a realidade que o cerca. A matemática financeira desenvolve o aprendizado de resolução de problemas e cálculos relacionados às operações financeiras, tão presentes no dia-a-dia de qualquer sociedade capitalista.
Dentre os objetivos específicos estão compreender os conceitos, procedimentos e estratégias matemáticas que permitam adquirir uma formação científica geral e avançar em estudos posteriores, aplicar conhecimentos matemáticos nas atividades cotidianas, desenvolver a capacidade de raciocínio, de resolver problemas, bem como seu espírito crítico e sua criatividade, analisar e interpretar criticamente dados provenientes de problemas matemáticos do cotidiano com aplicação do software Excel.

Pré requisitos
·         Dentre os pré requisitos para utilização deste AO estão:
·         Gostar de trabalhar com computador e ferramentas tecnológicas;
·         Ter conhecimentos básicos de informática.
·         Conhecer sobre o assunto Matemática Financeira.

OBJETO DE APRENDIZAGEM: MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL
Objetivo da Matemática Financeira: Podemos definir a Matemática Financeira como o estudo da evolução do dinheiro no tempo, analisando e comparando as diversas alternativas de fluxos de caixa.
O valor em Reais dos juros é determinado por uma taxa (i) que mede o custo da unidade de capital no período a que ela se refere.
Ou;
J = VF – VP
Já para calcularmos o valor futuro para o período igual a 1, usaremos a seguinte fórmula:
Para um período n teremos:
VF = VP + J = VP+VP*i


Tempo previsto para a atividade
Esta atividade deverá ser aplicada a turmas de 1º ano do Ensino Médio e serão necessários pelo menos duas aulas de 50 minutos para desenvolvimento das atividades.
Desenvolvimento:
Este Objeto de Aprendizagem “ Matemática Financeira no Excel” deve ser desenvolvido em sala de aula e na sala de computadores, onde serão necessário a introdução do conteúdo matemática financeira para posterior desenvolvimento e aplicação no Excel.
Material necessário:
·               Mesas e cadeiras;
·               Computadores;
·               Softwares Excel Ou OpenOffice Calc instalados nos computadores;
·               Lápis ou canetas;
·               Projetor;

Sequência de atividades
1ª aula:
O professor fará uma breve apresentação sobre planilha eletrônica e como inserir fórmulas no Excel. Apresentação das situações problemas envolvendo matemática financeira;
Situação problema 1
João Aplicou R$ 5000,00 a juros simples de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
Situação problema 2
João Aplicou R$ 5000,00 a juros compostos de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
2ª aula:
No Laboratório de informática os alunos terão como desafio montar as tabelas e gráficos para resolução dos mesmos.
Avaliação
A avaliação se dará a critério do professor onde terá liberdade para escolha da melhor forma de avaliar o desenvolvimento dos alunos conforme a realidade ao qual está inserida.

Referências Bibliográficas.
CRESPO, A. A. Estatística fácil. São Paulo: Saraiva, 2009.
PUCCINI, A. de L. Matemática financeira. São Paulo: Saraiva, 2004.

Santoro, Fernando & Vinicius, Marcus: Matemática Financeira Básica com o uso do Excel; Rio de Janeiro 04/05/2011. Disponível em http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A0474P0218.pdf (Acesso em 28 jun 2014 as 11:25 hs).

PARTE_4_OBJETO_DE_APRENDIZAGEM_MATEMATICA_FINANCEIRA_NO_EXCEL


http://screencast.com/t/AZDTdTxp

PARTE_3_OBJETO_DE_APRENDIZAGEM_MATEMATICA_FINANCEIRA_NO_EXCEL

http://screencast.com/t/U0rGK0dIi5

PARTE_2_OBJETO_DE_APRENDIZAGEM_MATEMATICA_FINANCEIRA_NO_EXCEL

http://screencast.com/t/TilbQuIXeK

PARTE_1_OBJETO_DE_APRENDIZAGEM_MATEMATICA_FINANCEIRA_NO_EXCEL MARCIO PETERS

http://screencast.com/t/umlt8ALX0

ROTEIRO – MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL

ROTEIRO – MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL
Olá pessoal, meu nome é Marcio Peters este trabalho “MATEMÁTICA FINANCEIRA NO EXCEL” é parte integrante da disciplina Informática no Ensino da Matemática II no curso de pós graduação NTEM – LANTE Novas tecnologias e Educação Matemática pela UFF sob orientação do Tutor Alex Gomes da Silva.
Irei falar para vocês sobre o “Objeto de Aprendizagem: Matemática Financeira no Excel”
ABRINDO E EXCEL
Ao abrirmos o Excel aparecerá a PASTA 1 Microsoft Excel, porém o mesmo pode ser apresentado por meio do OpenOffice Calc que é um software gratuito.
O objetivo deste trabalho é trabalharmos tabelas e cálculo de matemática financeira com o auxílio do Excel.
Para isto, veremos uma breve introdução sobre planilhas no Excel:
A planilha eletrônica é um conjunto de colunas e linhas, cuja intersecção denominamos células. Cada célula possui um endereço único ou referência. Por exemplo, a referência da célula da coluna A com a linha 1 é A1. O Excel possui 256 colunas identificadas por letras de A até IV, e 65.536 linhas.
Cada pasta pode conter 255 planilhas, que podem diferir uma das outras, ou seja, em uma pasta de trabalho, podem existir várias planilhas com dados diferentes.
Inicialmente, a proposta é trabalharmos matemática financeira no Excel por meio de situação problema do cotidiano.
Na célula A1 “Objeto de Aprendizagem: Matemática Financeira no Excel”
A2 situação problema 1
João Aplicou R$ 5000,00 a juros simples de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
As soluções destas questões estão apresentadas na imagem abaixo:



Na célula A5 digite VP = capital, em A6 i = Taxa de juros =, em A8 J=juros. Em seguida insira os dados do problema; em B5 digite 5000,00, em B6 0,9, em B7 1 e em B8 a fórmula = capital*taxa*tempo. O Excel as vezes faz o arredondamento de valores como por exemplo aconteceu em B6 onde foi digitado 0,9% e foi arredondado para 1%, para sanar este tipo de problema usaremos a ferramenta “ aumentar casas decimais”. Observe que ao inserirmos a fórmula o sinal “=” é a primeira coisa que devemos digitar quando você quer que o Excel faça o cálculo em uma determinada célula e mostre o resultado da mesma. Observe ainda, que em B8 temos a fórmula =B5*B6*B7, isto é, são as células referências para os respectivos valores aos quais queremos inserir na fórmula para resolução do problema.
Ao inserirmos uma fórmula cujos cálculos dependa de um valor digitado em outra célula e ao modificarmos este valor como por exemplo em B5, onde o valor é R$ 5000,00, se modificarmos para um valor qualquer digitando R$ 8000,00 teremos um novo valor imediatamente para B8.
Resolvendo a letra b); em A11 digitaremos VP = capital e assim sucessivamente conforme e a), em B11 5000, vamos configurar para moeda clicando na ferramenta “moeda”, em B 12 a taxa de juros 0,9 e configurando para porcentagem clicando na ferramenta “estilo de porcentagem” para o período 1 ano que são 12 meses então, digitaremos em B13 12 e em B14 a fórmula =B11*B12*B13 que são as referências dos valores que queremos conforme o problema. Ao darmos “enter” teremos o valor dos juros calculados imediatamente.
De modo análogo vamos resolver a letra c), porém foi pedido o valor final VF= Montante , assim na célula B21 digitaremos = B17+B20 onde aparecerá a resposta do problema em questão.
Podemos ainda renomear uma planilha dando clique duplo sobre o nome da planilha “Plan1” e digitar o nome PROBLEMA 1.
Na “Plan2” teremos a situação problema 2;

João Aplicou R$ 5000,00 a juros compostos de 0,9% ao mês.
a) Qual é o seu rendimento ao final de 1 mês?
b) Ao final de um ano, qual é o rendimento que João terá?
c) Ao final de 2 anos, João resgatará quanto?
De modo análogo à situação problema 1 e resolução, iremos proceder para resolução desta, porém neste caso teremos a fórmula de juros compostos isto é, em B8 devemos digitar =B5*(1+B6)^B7. Daí, os juros serão calculados em B9 ao digitarmos a fórmula =B8-B5 que são os valores do capital e montante respectivamente.
Para resolução da letra b), faremos de igual modo, conforme os valores de referência e endereço das células ao qual estão inseridos.
De modo semelhante resolveremos a letra c) inserindo a fórmula do VF em B22 que é =B19*(1+B20)^B21.
Agora faremos uma comparação entre os problemas 1 e 2;
d) Qual a diferença observada entre juros simples e juros compostos?
Os juros simples crescem em progressão aritmética, pois não são capitalizados para o cálculo dos juros para o período subsequente.
Os juros compostos crescem em progressão geométrica, pois os juros são capitalizados para o cálculo do rendimento para o período subsequente.
Vamos construir um gráfico de cada situação problema para compará-las.

Abriremos um nova planilha para construção dos mesmos. A partir de uma tabela já pré-pronta, onde iremos inserir as colunas dos rendimentos (juros) para cada mês correspondente na coluna período. Digite em C10 = B$4*B$5*A10 dá enter. Clique sobre a célula C10 para selecioná-la, em seguida, posicione o cursor no canto inferior do retângulo clique e arraste até a última linha do período considerado, no caso C21, daí teremos o juro calculado para cada período n.
Para o cálculo do montante(M) em B10 digite = B$4 + C10 enter, em seguida clique sobre a célula B10, posicione o cursor sobre o canto inferior do retângulo clique e arraste até B21, deste modo, os valores correspondentes ao montante a cada período aparecerá como resultado na coluna em questão. Agora, Vamos ocultar a coluna C, para isto clique sobre o nome da coluna para selecioná-la e clique com botão direito do mouse depois em “ocultar”.
Para o cálculo do montante nos juros compostos na tabela em questão clique em J9 digite = j4*(1+j5)^I10.
Estamos calculando o montante para juros compostos onde J4 é a célula correspondente ao capital, J5 taxa de juros e I10 o período em questão. Para o período subsequente o montante dependerá do valor do montante aplicado, isto é para o período 2 o montante dependerá do capital que neste caso será o montante do período 1, ou seja o valor correspondente à célula J10, então em J11 digitaremos =J10*(1+J$5)^I11 dê enter, depois selecione J11 clique no canto inferior e arraste até J21 e automaticamente será calculado os montantes para cada período correspondente.
A partir desses dados vamos construir os gráficos que representa as funções período (n)Xmontante(M):
Selecione clicando sobre A10 e arraste até B21 que são as células que possuem os valores de referência (período e montante) para plotarmos o gráfico referente aos juros simples. Em seguida, clique em inserir escolha o modelo de gráfico “linhas” clique em “todos os tipos”  depois “(Dispersão)” “dispersão com linhas suaves” escolhido o gráfico clique em OK e pronto o nosso gráfico será construído pelo programa. Nós temos um gráfico onde podemos constatar um função afim.
Em seguida, selecionando os valores correspondentes a juros compostos (período e montante) de I10 até J21 e seguindo os passos anteriormente relatados construiremos o gráfico. Neste caso podemos constatar que a curva é uma exponencial.
Vamos posicioná-los um ao lado do outro para fazermos uma comparação entre os mesmos.




Referências:
Santoro, Fernando & Vinicius, Marcus: Matemática Financeira Básica com o uso do Excel; Rio de Janeiro 04/05/2011. Disponível em http://webserver.crcrj.org.br/APOSTILAS/A0474P0218.pdf (Acesso em 28 jun 2014 as 11:25 hs).
Links dos vídeos dos tutoriais;